• Joice Viana

Saúde Mental: Maioria dos assédios ocorrem no ambiente de trabalho

Pesquisa realizada com amigos e conhecidos próximos a mim revela que 70% das pessoas que passaram por traumas ou algum tipo de assédio, sofreram ou sofrem com alguma doença mental

Pesquisa realizada pelo FLUIRDAMENTE, antes do isolamento social causado pelo surto da COVID 19, contou com a participação de mais de 80 pessoas que disponibilizaram um tempinho da sua vida corrida para ajudar um projeto de conteúdo que visa ajudar cada vez mais pessoas que sofrem com a depressão, transtorno de ansiedade generalizada (TAG), síndrome do pânico e outras doenças mentais, trazendo informação pertinente, uma mensagem de carinho e esperança, além de deixar um espaço aberto para que você se sinta a vontade para pedir ajudar e se abrir deixando o seu depoimento.


O intuito da pesquisa é fazer uma análise por amostragem (já que contei com a ajuda de pessoas próximas a mim, ou seja, uma quantidade pequena se compararmos com o Brasil todo) e mostrar quanto as doenças mentais estão presentes em nossa vida e acometem pessoas próximas a nós, que muitas vezes nem sabemos, já que muitas delas preferem esconder suas dores ao invés de pedir ajuda, isso dado ao preconceito causado pela falta de INFORMAÇÃO ou mesmo falta de SENSIBILIDADE. Pode não parecer, mas as doenças mentais também matam. Cerca de 790 mil pessoas cometeram suicídio em 2015 no mundo todo, representando quase 2% de todas as mortes do planeta.


O Brasil é o segundo país no mundo com mais pessoas sofrendo com a depressão (5,8%), que pode ter outras doenças associadas, como no meu caso, em que tive também TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizado).


A PESQUISA

Para fazer uma análise do resultado da pesquisa usarei a minha experiência com a doença, informações que obtive ao ler muito sobre o assunto e dúvidas que eu já tirei algumas vezes com alguns psicólogos que eu conheci através das terapias.


Vamos ao resultado... Segundo a pesquisa, dentre as doenças mentais listadas e as que foram adicionadas, mais da metade dos entrevistados sofrem de Transtorno de Ansiedade (61%), seguido pela depressão (46%) e Síndrome do Pânico (21%), o que não é uma surpresa já que muitas pessoas são ansiosas por natureza e o mundo em que vivemos evolui rápido e tem uma gama de informações gigante, muitas vezes temos a impressão de que estamos para trás e que precisamos ser mais eficientes, gerando ansiedade excessiva, o que se torna uma doença.


Meu psiquiatra uma vez me disse que a depressão e a ansiedade andam de mãos dadas e às vezes é difícil desmembrá-las. A depressão te provoca tristeza devido a coisas do seu passado e a ansiedade te provoca uma preocupação excessiva com o futuro, ou seja, não vivemos o presente! Já a Síndrome do Pânico, segundo a minha psicóloga e parceira do FLUIRDAMENTE, Leila Sleiman, ocorre depois de algum trauma que a pessoa passou, como uma amiga minha que sofreu assédio moral no trabalho, por exemplo, e até hoje não conseguiu mais se encaixar em nenhuma empresa.


QUAIS SÃO AS CARACTERÍSTICAS DAS PESSOAS QUE SOFREM COM AS DOENÇAS MENTAIS?


A pesquisa feita pelo FLUIRDAMENTE conseguiu dar forma a estas pessoas através da sua faixa etária que é de 30 a 32 anos, representando 40% das pessoas entrevistadas, ou seja, da mesma idade que a minha – obviamente, tenho mais conhecidos dessa idade e isso teve influência. A maioria são mulheres, cerca de 80%, que sofreram algum tipo de trauma na infância, adolescência e na fase adulta (67%), contribuindo para o seu sofrimento presente. São pessoas que sofreram assédio moral (29%), verbal (24%), psicológico (21%) - que às vezes podem se confundir -, e o mais preocupante, principalmente no caso das mulheres, cerca de 20% sofreu assédio sexual.


Os ambientes em que os assédios mais ocorrem foram no trabalho (35%), local em que nós passamos a maior parte do nosso dia; em casa (25%), onde era para ser nosso refúgio; na escola, faculdade, ou seja, no ambiente acadêmico (25%) e 9% nas redes sociais. Ou seja, estamos cercados de todos os lados por julgamentos alheios, cobrança excessivas, abuso de autoridade, bullying, entre outras situações que nos deixam doentes.


COMO LIDAR COM A DOR? QUAL É O MELHOR TRATAMENTO?


Depois de saber quais as doenças são mais comuns entre meus amigos, conhecidos e os conhecidos dos meus amigos; após ter uma ideia da característica dessas pessoas que sofrem, agora é a hora de saber como elas lidaram com a doença, como se trataram, se tiveram algum apoio, se sofreram algum preconceito e, principalmente, se encontraram a tão esperada CURA.


Antes de sofrer com a depressão e a ansiedade eu já convivia com pessoas que tinham esse problema. Obviamente eu me sensibilizava e me preocupava com elas, mas eu nunca poderia ter falado o que todos acabam falando, não por mal, é claro, a famosa frase: “eu imagino como você deve estar se sentindo”. Não, você não sabe até estar com a doença! Por isso é tão difícil que algumas famílias entendam e consigam dar o suporte correto para seus parentes, mas, felizmente, cerca de 60% dos entrevistados tiveram muito apoio da família. Mesmo assim, mais da metade delas sofreram algum tipo de preconceito, o que se torna mais um obstáculo.


Mas e qual é o melhor tratamento? Isso, feliz ou infelizmente, vai depender do seu ponto de vista, você terá que descobrir com muitos testes, paciência e ajuda de profissionais. Cerca de 60% dos entrevistados optou pela terapia, mas o apoio da fé e da religião para 51% das pessoas foi fundamental também, afinal, somos um país ligado à espiritualidade.


OS BENEFÍCIOS DA PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS


Praticar exercícios físicos também ajuda muito, já que libera endorfina, responsável pelo bem-estar, euforia e etc.; e a dopamina que ajuda a tranquilizar e funciona como um analgésico para o corpo. Além disso, também passamos a produzir serotonina, um neurotransmissor que regula o nosso humor. Ou seja, fazer exercícios físicos, principalmente ao ar livre, nos dá mais energia, motivação, diminui a nossa agressividade, raiva, tensão e a confusão mental. Acredito que por isso metade das pessoas utilizou esse tipo de tratamento.


EU PRECISO TOMAR REMÉDIO?


Bom, às vezes sim, às vezes não... Isso vai depender do nível da sua doença. Muitas vezes, através da terapia, o profissional consegue analisar se o seu caso é leve, moderado ou mais grave, e indicará a necessidade de visitar um psiquiatra para que seja feita uma análise mais detalhada. Calma, você não é louco, só vai passar em um especialista em doenças mentais.

Felizmente, na pesquisa realizada, apenas 34% necessitaram fazer uso de medicação controlada.


TRATAMENTOS ALTERNATIVOS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES!


Você já tentou meditar, fazer yoga, praticar mindfulness, reiki, EFT (Emotional freedom Techniques), constelação, passou por um terapeuta espiritual? Esses foram apenas alguns tipos de técnicas ou tratamentos alternativos que conheci na minha jornada rumo à cura. Tive uma surpresa quando vi que amigos e conhecidos também meditam (20%) e conhecem a técnica de Mindfulness (7%). Eu mesma fiz um pouco de cada e você vai conhecer mais desses tratamentos no FLUIRDAMENTE.


E AS DIFICULDADES DO PROCESSO DE CURA?


A minha maior dificuldade foi encontrar um psicólogo que eu pudesse pagar, pois estava desempregada e dependia do meu marido e familiares, e não sou de família rica. Existem faculdades que oferecem atendimento a um custo mais baixo e você é atendido por estudantes de psicologia, que são supervisionados por seus professores. Você também consegue achar alguns psicólogos que cobram o valor social e se você tem convênio é melhor ainda. Outra dificuldade foi encontrar o psicólogo perfeito para mim, mudei mais de três vezes. Apenas 12% encontraram um profissional de primeira, 20% trocaram uma vez, 18% duas vezes e 17% precisaram trocar mais de duas vezes.


Eu estava desempregada, meu problema era o dinheiro para pagar as terapias e os remédios, mas quem está empregado também sofre com as dores, a insônia, o mal-estar, a indisposição, a falta de concentração, diminuição da memória, taquicardia, tremedeiras, entre outros sintomas e, muitas vezes, essas pessoas continuam trabalhando, podendo sofrer algum tipo de preconceito ou julgamento por sua diminuição na produção ou motivação, além disso, muitas pessoas não procuram um médico por medo de serem afastadas e perderem o emprego depois. Cerca de 70% das pessoas entrevistadas continuaram trabalhando normalmente.


O SUICÍDIO


Em alguns casos graves, as pessoas que estão doentes não enxergam mais saídas, se sentem um peso, um problema para os outros, não veem razões para existir mais e acabam tirando a própria vida. Eu já tentei duas vezes e nunca havia imaginado chegar ao fundo do posso dessa maneira. Assim como eu, 51% das pessoas entrevistadas, pessoas próximas a mim, já tentaram ou pensaram em suicídio e isso é muito preocupante.


A CURA


Felizmente, graças a Deus, Namastê, eu estou aqui vivinha da Silva com o meu propósito de ajudar as pessoas que sofrem como eu sofri. Apenas 24% dos entrevistados estão curados, 44% ainda seguem seus tratamentos e 32%, graças a Deus, Namastê, sentem que talvez estejam curados e essa sensação já é a ESPERANÇA chegando eu seus corações.


NUNCA DESISTA DE VOCÊ!


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