• Joice Viana

SAÚDE MENTAL: ESTRESSE PODE AGRAVAR ENDOMETRIOSE

A quarentena aumentou os quadros de estresse e depressão, principalmente entre as mulheres. Por isso, quem tem a doença precisa buscar mais equilíbrio

Imagem: Freepik/drobotdean


A endometriose afeta cerca de 10 a 15% das mulheres em idade fértil no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e está relacionada a cerca de 30% a 50% dos casos de infertilidade. Mas o que muita gente não sabe é que o estresse é um dos fatores responsáveis pelo agravamento da doença pelo fato de baixar a imunidade do corpo, podendo provocar alterações hormonais que refletem na endometriose.


Infelizmente, com a pandemia do corona vírus, o estresse entre os brasileiros aumentou cerca de 50% segundo uma pesquisa realizada pela Fiocruz e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). E as mulheres são as mais afetadas por essas emoções, 20% a mais que os homens. Quadros de depressão também dispararam, chegando a 40%.


Mais um dado que reforça a preocupação com o estresse e o controle das emoções, durante o isolamento social, é o aumento de 400% na busca pelo termo “teste de estresse” no Google no último trimestre. Com relação à endometriose, a busca por “sintomas da endometriose”, como dor no pé da barriga, e “remédio para endometriose” aumentaram 80%.


Segundo o Dr. Marcos Tcherniakovsky, ginecologista, especialista em endometriose e diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose, "este aumento pode ser interpretado como consequência da suspensão das consultas médicas, pois os atendimentos estavam dedicados às emergências; adaptação do próprio atendimento por telemedicina; além de quadros de dores que evoluíram. Assim, houve uma maior necessidade de informação a respeito da doença, por parte das pacientes".


MAS O QUE É ENDOMETRIOSE?


A mucosa que reveste a parte interna do útero se chama endométrio, que é onde um óvulo fecundado se implanta para começar a desenvolver, até virar um bebê lindo e maravilhoso. Quando não há essa fecundação, uma boa parte desse endométrio descama e é eliminado junto com o sangue, a nossa amiga menstruação.


O problema é quando o endométrio, ao invés de descamar junto com o ciclo menstrual e ser eliminado do corpo, se desloca para dentro dos ovários ou na cavidade abdominal, provocando inflamações. Esse processo inflamatório se chama endometriose.

A maioria das mulheres acometidas com essa doença é diagnosticada por volta dos 30 anos de idade e um dos principais sintomas é a cólica menstrual, quando ela é quase impossível de suportar, dificultando a realização de atividades diárias e persistindo mesmo após tomar medicamentos que você já está habituada a tomar quando sente cólicas. Outros sintomas que você deve

Imagem: Freepik/diana.grytsku


ficar atenta: dor durante e depois das relações sexuais, alterações intestinais e urinárias como constipação, diarreia e dor ao ir ao banheiro e dificuldade para engravidar.


A endometriose, muitas vezes, é difícil de ser diagnosticada, pois muitas mulheres acreditam que é normal ter cólicas ou ter um longo período menstrual. Por isso, ao notar qualquer dos sintomas, é importante procurar um especialista em endometriose para o diagnóstico e orientação de tratamento.


COMO LIDAR COM AS EMOÇÕES E A ENDOMETRIOSE?


A receita é simples: adote hábitos saudáveis tanto para a mente quanto para para o corpo, como praticar meditação, fazer exercícios de alongamento, yoga, ter uma alimentação saudável. “É importante o autoconhecimento das emoções e do próprio corpo, para identificar rapidamente o problema e agir. Ao perceber irritação e nervosismo frequentes, associados ou não a quadros de tristeza, observe os possíveis impactos no corpo. Caso haja piora nos sintomas, procure conversar com um médico especialista”, recomenda o Dr. Marcos.


Aproveitando a dica do médico, aqui no FLUIRDAMENTE já falei sobre a yoga e compartilhei um vídeo em que a minha professora, Priscila Santos, ensina algumas posições, reveja aqui e comece agora!!


Keep calm, and no stress...

Imagem: Pinterest/Judi Hemme


Fonte: Dr. Drauzio Varella, Saúde Abril, Assessoria de Imprensa

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